Tamarindo, Costa Rica


Saímos de Santa Teresa em um dia nublado com destino ao nosso próximo quintal. Decidimos alugar um carro 4×4 compacto e confortável, para chegarmos à famosa praia de Tamarindo. Tínhamos duas opções de caminho: um mais longo, no qual teríamos que dar uma volta muito grande, e praticamente voltar metade do caminho para depois seguir em linha reta; e outro mais rápido, porém não muito convencional e nem tão pouco indicada para esta época do ano, pois teríamos que passar por dentro de três rios bem cheios de água. Achamos melhor, e mais seguro, dar a volta maior. Afinal, qualquer dano causado no carro teria que ser desembolsado 25% do valor do carro. Foram aproximadamente 300 km de Santa Teresa, com metade das estradas de terra e a outra de asfalto.

Caminho de Santa Teresa para Tamarindo

Nosso 4×4 confortável e compacto.

Durante a viagem até Tamarindo erramos uma entrada na estrada e como já era quase hora do almoço resolvemos parar em um povoado onde havia um simpático restaurante que nos serviu um maravilhoso casado (o prato feito da Costa Rica – arroz, feijão, frango, salada e bananas fritas). Aqui pedimos informações preciosas e certeiras sobre o caminho e então partimos. As paisagens ao longo do caminho eram lindas, em cada curva acentuada surgiam novas florestas, novos campos cheios de gado e outros com muitas ovelhas. Passamos por perto de vulcões, algumas montanhas não muito altas, pequenos povoados com igrejas, cemitérios, restaurantes de beira de estrada e casinhas com seus quintais floridos.

Chegando em Tamarindo

Depois de quatro horas chegamos à praia de Playa Negra, onde havíamos feito nossa reserva no hotel Café Playa Negra. A primeira impressão desse local não nos agradou muito, parecíamos que estávamos participando de um filme de terror, onde éramos as próximas vítimas. A cena era de um povoado vazio, com estradas lamacentas e esburacadas, cachorrinhos magros caminhando sem rumo, um céu nublado, pousadas roots (simples) e alguns bares também vazios. Fomos até a entrada do hotel (que não era a correta) e nos deparamos com um cerrado (fechado), não havíamos entendido nada e resolvemos ir embora direto para Tamarindo.

Playa Negra

Chegamos à entrada de Tamarindo onde as coisas começaram a melhorar muito. Já no início avistamos um shopping muito bonito e bem decorado, em seguida lindos prédios com poucos andares, depois um hotel extremamente luxuoso, além de muitos restaurantes, lojas, surf shops, bares, pousadas, albergues e o mais importante, encontramos pessoas caminhando em ruas asfaltadas. Uma realidade bem diferente da Playa Negra. Depois de darmos uma volta na cidade procurando um local para ficar, encontramos o hotel Mamiri, com um estilo rústico medieval, de donos argentinos muito simpáticos e receptivos. Após muita negociação, ficamos em uma casa toda equipada e decorada com cozinha, quarto com varanda, banheiro, sala com tv e sofá, e mais uma varanda na frente da casa. Perfeito!

Hotel Mamiri

Acordávamos todas as manhãs não muito cedo para o surf, sempre por volta das 8h, pois vamos confessar que a cama era uma delícia e o escurinho do quarto nos convidava a permanecer mais um pouco na preguiça. Por três dias tentamos acordar cedo para ir para Avellanas e Playa Negra (18 km de Tamarindo) pegar o vento terral e a maré certa para as ondas, mas a sensação de preguiça era sempre a mesma. No caminho de barro esburacado, só víamos carros com pranchas e cheios de surfistas na direção oposta regressando de uma manha de surf. Nos entre olhávamos e aos risos falávamos: – Uhm! Acho que chegamos tarde para o surf.

Playa Negra – Diresitas Perfeitas!

Como nesses dias estávamos sendo marinheiros de primeira viagem, além de chegar tarde na praia (entenda tarde como 10 h da manha, para alguns muito cedo), não levávamos comida para poder ficar até o entardecer, e acabávamos sempre voltando antes do pôr-do-sol, pois a fome a essa altura já era muito grande. Com o passar dos dias nos despertávamos mais cedo (5h da manhã), e nossos lanchinhos agora eram preparados na noite anterior. Assim, fomos conhecendo as muitas praias da região, entre elas a Playa Negra, com suas direitas perfeitas e tubulares, quebrando sempre em uma bancada rasa de pedra. Bom! Falando da Playa Negra, depois da primeira impressão se tem a segunda, e essa praia completamente selvagem, quase que intocada, com sua vegetação exuberante, mar verde, pesado e quentinho e suas pedras ao fundo com muitas piscinas naturais mudaram completamente nosso ponto de vista. Da areia e da estrada não se tem noção da infraestrutura da praia, mas de dentro d´agua é possível ver as enormes mansões com vista para o mar e seus “surf camps” especialmente construídos para atrair os surfistas mais exigentes.

Lanchinho natural!

Playa Avellanas

Playa Avellanas – Final de Tarde!

Outras praias que conhecemos foram: Playa Flamingo, de areias brancas, com pequenas montanhas abraçando suas águas azuis, uma praia mais reservada, com ondas um pouco forte para se banhar, conhecida por seus hoteis, iates e condomínios de luxo. Playa Brasílito, uma baia de águas calmas, com poucos bares e restaurantes em sua orla.  Suas areias pretas, a falta de infraestrutura (dois pequenos mercados) e de hotéis de luxo e resorts, afastam os turistas dessa pequena vila de pescadores. Muito frequentada aos fins de semana pelos “Ticos” e por poucos turistas em busca do seu pôr-do-sol fascinante no mar do pacífico. Esta praia também dá acesso a Playa Conchal, seguindo de carro pela areia somente na maré baixa. Durante o trajeto cruza-se um rio e percorre-se por alguns minutos uma estradinha no canto esquerdo e depois de uma pequena subida no meio da mata avista-se a Playa Conchal, considerada uma das mais lindas da Costa Rica. Uma praia tranquila, sem ondas, de um mar azul turquesa, (que infelizmente não vimos, pois a visitamos em um dia muito nublado) e uma vegetação densa. Esse nome é devido às inúmeras conchas que se encontram na areia. Nessa praia foi construído o maior e o mais completo Resort da região.

Playa Flamingo

Playa Brasilito

Playa Conchal

Playa grande, o nome já fala por si só, uma praia muito grande, rodeada de mata e florestas, situada no Parque Nacional Marinho Las Baulas de Guanacaste, uma reserva ecológica e de proteção das Tartarugas Bulas.  Às vezes uma praia com extensões grandes de areia nos deixa a impressão de não ser muito atraente, porém essa praia está um pouco mais afastada de Tamarindo e passeando por ela com calma, encontramos caminhos verdes, praças, condomínios de casas reservados, alguns pescadores solitários, animais pelo caminho e aqui conseguimos fotografar nossa primeira Iguana da viagem.

Playa Grande

Iguana na Playa Grande

Playa Tamarindo, uma praia com uma extensão de areia grande, áreas rochosas, e uma ilha na ponta sul chamada Capitán. Caminhando podemos encontrar em sua orla bares, restaurantes e cafés. Tudo isso com uma área verde extremamente exuberante, combinando ipês roxos, palmeiras, coqueiros e tamarindeiros. Como ela está situada na cidade de Tamarindo, a frequência de turistas, barcos, surfistas se iniciando no surf e muita gente caminhando é intensa, com isso se destaca como sendo uma praia muito badalada. Playa Langosta, uma praia ao lado de Tamarindo, que tem um onda na boca de um rio enfrente ao um resort. Essa é bem tranquila e reservada, cercada de mangue, recifes e areias com conchas.

Tamarindo

Playa Langosta

Passaram-se 45 dias de viagem pela Costa Rica e era hora de nos despedirmos de sua beleza natural, suas praias, suas piscinas naturais, seus macacos, iguanas, lapas, vulcões, esportes radicais, agito e sossego. E foi isso que fizemos. Saimos de Tamarindo em uma sexta-feira ensolarada com destino a fronteira de Penhas Blancas que separa Costa Rica da Nicaragua. Deixamos o carro na locadora, fizemos todo o tramite a pé, toda burocracia de bagagem e pagamos $12,00 dólares por pessoa para pisar em solo Nicaraguense. Entramos no país e já vimos uma cultura completamente diferente. Embarcamos em um ônibus, diga-se de passagem um tanto caótico, com destino ao terminal de ônibus da cidade de Rivas, para dali entao pegar outro ônibus com destino a Cidade de Granada, nosso próximo Quintal.

Beijos e Abracos

Rodrigo e Priscila

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2 Respostas para “Tamarindo, Costa Rica

  1. Cabelinhos, que lugares lindos que vocês passaram. Estamos curtindo muito esse Blog, estamos viajando junto com vcs. As fotos estao cada vez mais perfeitas. Um abraco, saudades Mamy

    Que vidão heim! É isso mesmo curtam esses momentos e aproveitem cada um deles da melhor forma possível, não se esqueçam de pegar os contatos por onde vocês passam, quer dos novos amigos conquistados, quer das futuras promessas de negócios, é bom unir o ágradável ao util.

    Muita gente com quem falo de vocês diz que é uma demonstração de coragem e desprendimento essa viagem de vocês, jamais serão os mesmos, depois de experiências acumuladas e tantas venturas.

    Agora, na próxima fase, de língua Inglesa, vocês se depararão com novas culturas e pessoas muito diferentes, no pensar e agir.

    Aproveitem, aprendam s divirtam-se.

    Beijos

    Dad.

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