Santa Catalina, Panamá


Buenas muchachos e chicas,

Já faz algum tempo que não escrevemos, não por falta de vontade ou de tempo, mas sim pelas novidades e quantidade de lugares e pessoas que nos atravessam a todo tempo. Estamos enviando sinais de fumaça agora da Santa Catalina, um lugar mágico e paradisíaco. Uma praia que fica no pacífico, famosa pelo surf, mergulho e pesca. Aqui a vida passa muito devagar, internet é luxo, supermercado não existe, e a Pepsi tem mais forca que a Coca-Cola.

Chegamos a Santa Catalina em uma quinta-feira abafada e úmida. Carregados de bagagens e pranchas, cansados de uma longa viagem de 8h de ônibus. Para chegar não é muito simples: primeiro se pega um taxi de onde estiver na Cidade do Panamá para o Terminal Rodoviário Albrook, de lá saem muitos ônibus para todas as partes do país. Pegamos um para a cidade de Santiago que fica há 4h da Cidade do Panamá, lá perdidos e bombardeados de gente por todos os lados, entramos em outro ônibus, esse com destino a Soná, mais 1h dentro de um ônibus pequeno, cheio de gente, apertado, porém com ar condicionado. Ufa! Sem almoçar, apenas com algumas frutas para comermos, chegamos à cidade de Soná. Na verdade no terminal de ônibus extremamente desorganizado, onde apesar de tudo, todos ali sabiam onde estavam e o que deveriam fazer.

Sim! Não contamos que em todas as trocas de ônibus tem a loucura e o cansaço de tirar as pranchas e as mochilas muito pesadas de cima do ônibus. Agora com a bagagem em baixo, colocamos elas nas costas e nos braços e vamos trocar de ônibus. Depois sobem às pranchas, as mochilas, é hora de amarrar e correr para conseguir um lugar no ônibus, que saem do terminal com todos os passageiros sentados e ao longo do percurso vai entrando gente e se acomodando da maneira que der. Assim cansados, suados e mortos do dia da viagem, fomos ao nosso último destino do dia, Santa Catalina, há 2h de Soná.

Ah! O desconforto e o cansaço não terminariam aí. Como estamos viajando sem hospedagem certa, tivemos que caminhar 20min para encontrar por sorte um gringo (David da Califórnia) que nos indicou um lugar para ficar (Obrigada David). Bem vindos ao Hotel Santa Catalina, cama macia, água quente, redes, ar condicionado, grama verdinha e molhada. Cheiro de descanso e relaxamento. O Hotel e a cidade tiram o stress e a rotina da cidade grande e convidam você a se entregar a essa cidade pacata e cheia de pessoas agradáveis. Sempre com um “Buenas” para te cumprimentar.

O Dia a dia nessa pequena cidade ao norte do Panamá te leva a dar outros valores e a ter outros hábitos como, por exemplo, almoçar cedo às 12h, pois os restaurantes só funcionam até as 14h. Depois (podem sentir inveja) todos fazem “Ciesta”. Sim! Todos param para relaxar e tirar aquele cochilo gostoso até às 16h. É uma cidade preguiçosa! Outro hábito para quem é um viajante é caminhar e caminhar muito, debaixo de sol e chuva. Chove muito nesta época do ano e pegamos 04 dias de muita chuva, pois um belo “swell” havia chegado e as ondas estavam a caminho da costa rochosa de “La Punta”.

Temos que destacar a comida desse lugar, que é povoado por argentinos, brasileiros, americanos e pasmem poucos panamenhos. Comidas maravilhosas desde a mais simples até a mais sofisticada. Acreditamos que este pequeno povoado seja conhecido também como “Santo Frango”, quase todos os pratos levam frango, com salada, batatas fritas, lentilha e feijão… rs.

Para quem vive nas cidades grandes sair à noite é puro glamour, toda aquela produção, maquiagem, perfume, carros e luzes por todas as partes. Aqui é um pouco diferente, mas muito gostoso. Para se chegar aos restaurantes a pé, tem que levar a lanterna, pois as ruas são muito escuras, com mata e florestas por todos os lados, sim temos que iluminar o chão, há “culebras”. Seguimos em frente e fomos recebidos por um argentino desencanado, de meias sem sapatos, cabelo bagunçado e com um sorriso calado nos convidando para entrar em seu restaurante chamado “Los Pibes” (Os garotos). Um ambiente acolhedor, agradável, descontraído, com uma comida divina. Se forem, tem que provar o peito de frango na churrasqueira com arroz de legumes, salada e finas fatias de banana frita, tome uma “Squirt” (refrigerante nacional) e de entrada duas empanadas de frango e carne.

Em Santa Catalina a vida segue calma, onde de dia, sem pressa, o sol nasce preguiçoso e os pássaros são como nossos despertadores. É hora de surfar, do hotel temos a melhor vista de “La Punta”, um point break para a direita com ondas perfeitas quebrando em um belo e charmoso dia de sol. A cor da água é azul escura por conta das rochas de pedra vulcânica que invadem a praia sem pedir licença. As espumas brancas se encontram com o fundo de pedras e os surfistas se aventuram neste lugar inebriante e selvagem.

Durante nossa passagem por Santa Catalina, conhecemos muitas pessoas interessantes que vale apena contar a historia deles:

1) Phillip (El Rojo) e Maria, um casal de norte americanos da Carolina do Sul. Phillip ou Felipe como ele mesmo se apresentou, é um ruivo branquelo, que toca em uma banda de musica brasileira, a Malandro Soul, alguns integrantes são do Brasil, incluindo o cantor. Ele toca cavaquinho e musicas de Tim Maia, Seu Jorge, Jorge Ben Jor, entre outros. Conheci El Rojo no mar surfando e quando ele soube que eu era brasileiro a primeira coisa que ele falou foi: “Alô, alô w o Brasil…” letra da famosa música do Jorge Ben Jor. Maria era uma vegetariana, professora de yoga, descendente de bolivianos que estava sempre com um sorriso no rosto.

2) Mark e Maria, casal de venezuelanos, foram nossos vizinhos de quarto. Fomos surfar algumas vezes juntos e tivemos várias aulas de espanhol com eles, aprendemos que “La Cola” em espanhol da Venezuela, pode ser fila, cola de pegar, prendedor de cabelo, bunda, carona e outro mais que não lembramos agora. Inclusive com eles, pegamos varias vezes “La Cola” – Carona.

3) Marcelo e Vanuza, um casal de gaúchos que deu várias dicas de Bocas de Toro, e decidimos então conhecer este lugar. Nosso próximo quintal.

O que encontrar (ou não) nos Quintais de Santa Catalina:

  • Difícil acesso para chegar
  • Altas ondas, uma direita incrível, considerada a onda mais constante do Panamá.
  • Muita remada para os surfistas,
  • Gringos aprendendo a surfar
  • Apenas um telefone público e difícil acesso a internet
  • “Isla de Coiba” um dos melhores lugares do mundo para mergulhar
  • Culinária a base de “Pollo” e “Pescado” (Galinha)
  • Uma Pizzaria chamada Jamming, onde o garcon é um rasta que te atende descalço.
  • Los Pibes – restaurante argentino com uma excelente comida
  • Banana, principal e única fruta da região.
  • Apenas um posto de Gasolina, com hora marcada para abastecer.
  • Hotéis com vista para o mar e para as ondas
  • Um Brasileiro chamado Ítalo que tem uma Pousada chamada Surf Paradise.
  • Apenas um mercadinho que nem sempre tem tudo que você precisa.

Ficamos 8 dias nessa cidade e partimos com destino ao nosso terceiro quintal, Bocas Del Toro, um arquipélago caribenho distante 12 h de ônibus de Santa Catalina, ilhas para todos os gostos e altas ondas, um estilo completamente diferente de Santa Catalina.

Acompanhe-nos no próximo Quintal…

Beijos e abraços

Rodrigo e Priscila

Santa Catalina – Entrada

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Hotel Santa Catalina

Hotel Santa Catalina

Vista do Hotel – Playa La Punta

Vista do Hotel – Playa La PuntaVista do Hotel – Playa La Punta

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Restaurante – Los Pibes

Playa Estero

PF de Pollo

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10 Respostas para “Santa Catalina, Panamá

  1. Fala brother. .. gostei muito do seus posts. .. Estou indo pro Panamá agora dia 20 de agosto passar 10 dias com minha namorada . Estou na dúvida se devo ou não alugar um carro ou se ando de ônibus por lá . Vou direto pra Santa catalina mas quero ir em outros picos também . Da uma luz aí parceiro . Abraços

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