Antigua, Guatemala


Olá!

Estamos um pouco atrasados com nossos quintais, pois essas últimas semanas foram muito agitadas e não tivemos tempo de parar e nos organizar para postar mais um quintal. Além do mais tivemos um probleminha técnico com nosso computador, que ainda não foi 100% resolvido, mas vamos levando assim até os EUA. Então vamos lá!

Em nosso último quintal estávamos em “El Tunco” em “El salvador”, de lá partimos para a cidade colonial de “Antigua” na “Guatemala”, foram mais de sete horas de estrada para chegar nesse quintal. Viajamos em uma mini van junto com mais 05 gringos, que também estavam indo para lá. O motorista passou para nos buscar no hotel (ainda em El Salvador) por volta das 17h e depois de 6 h na estrada chegamos em Antigua. Já era tarde da noite quando entramos na cidade e não deu para conhecer muita coisa, porém, nos pareceu ao mesmo estilo de Granada na Nicarágua. A van nos deixou em uma rua para que pudéssemos checar alguns albergues que havíamos pesquisado. Entramos em um que não havia mais vaga e ao lado encontramos outro que se chamava “Mi Casa en La Antigua” (indicado por um dos gringos da van). O nome nos pareceu bem sugestivo, decidimos checar a dica, e para nossa surpresa não só o nome, mais todo o restante do hotel parecia mesmo uma linda casa. Decidimos então ficar por lá, guardamos nossas coisas, nos arrumamos, tomamos um belo banho quente (pois lá  faz muito frio) e decidimos dormir, já que a viagem foi bem cansativa. Deixamos para conhecer Antigua no dia seguinte.

Hostel Mi Casa en La Antigua

Entrada do Albergue "Mi Casa em La Antigua"

Antigua é uma cidade colonial espanhola de rara beleza, de grande significado histórico e de uma cultura vibrante.  É considerada patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO, sendo o destino mais procurado e visitado da Guatemala. Essa cidade é cercada por três grandes vulcões, sendo eles: Água (3.766m), Fogo (3.763m) e Acatenango (3.976m). Suas ruas são de pedras e o clima é ideal para caminhadas ao ar livre, principalmente nos finais de tarde, quando o sol se põe, destacando ainda mais seus imensos vulcões. Antigua se tornou um excelente pólo de línguas para estrangeiros, e hoje possui várias escolas para aprender espanhol. Junto com elas, chegaram também bons restaurantes, hotéis coloniais chiques e uma vida noturna cosmopolita. Entretanto a presença dos estrangeiros não tirou o charme da cidade de Antigua, que ainda manteve o seu ar colonial e ao mesmo tempo maia. Andando nas ruas é possível conhecer suas dezenas de igrejas, museus, praças, mercados multicoloridos, e povos indígenas locais tentando vender sua arte para todos que circulam na cidade.

Antigua com o Arco da Igreja La Merced e um de seus vulcões atrás.

Antigua, uma cidade colonial espanhola

Bom! Em nosso primeiro dia não acordamos cedo, pois o friozinho matinal estava muito gostoso, por isso decidimos permanecer mais algumas horas na cama. Deitados, víamos da janela do nosso quarto a chuva caindo lentamente junto com o céu cinza, que deixou o dia com cara de inverno nas montanhas. Chega de preguiça! Levantamo-nos, tomamos aquele banho quente maravilhoso (Ah! Pela primeira vez na viagem o banheiro era compartilhado com outros hospedes), nos vestimos e saímos do hotel pelas ruas de Antigua em busca de um café da manhã em algum restaurante bem charmoso e aconchegante.

Caminhando pelas ruas de Antigua

Caminhando pelas ruas vimos algumas cafetarias com seus doces e salgados à mostra nas vitrines. Porém, não era bem isso que buscávamos, decidimos continuar e chegamos então até a “Plaza Central”, onde em sua volta vimos muitas casas coloniais, uma catedral e um mundo de pessoas caminhando. Em uma dessas casas, nos deparamos com uma livraria na entrada, a “Casa del Conde”, e um restaurante no fundo onde estava, o “Café Condesa”. Era um casarão estilo colonial espanhol com salas grandes e espaçosas, móveis antigos e confortáveis, e lindos quadros nas paredes, representando o cotidiano do povo de local. Decidimos passar a manhã toda conversando e apreciando o café da manha, que por sinal estava delicioso. O Ro pediu um Café Guatemalteco (ovos mexidos, batatas assadas e passadas na manteiga com cebolinha verde, dois pães integrais quentinhos, e uma cumbuquinha com frutas) e eu pedi Panquecas de Andréz com Crema Dulcita (duas panquecas de aveia bem servidas, uma cumbuquinha com morangos doces, melão, abacaxi, mamão e banana), tudo acompanhado com café preto, geleia de goiaba da casa, creme branco doce, mel, manteiga e molho de pimenta jalapeño.

O “Café Condesa” tem um estória muito interessante. Lendo o “menu” (cardápio em espanhol) descobrimos que aquele casarão onde estávamos tomando nosso café, havia sido a casa de um Conde espanhol no ano de 1.600 e de sua esposa, a condessa. O Conde viajava muito a trabalho e permanecia por um longo período longe do casarão, deixando a Condessa à só com suas obrigações de esposa. Em uma de suas viagens o Conde retornou antes do tempo previsto e encontrou a Condessa com o mordomo em sua cama. Revoltado e completamente irado, decidiu então enterrar o mordomo vivo em uma das paredes da casa. Já a Condessa ninguém sabe ao certo o que se passou. Durante muitos anos essa história repercutiu como lenda, até que então, a casa foi vendida e seu novo dono decidiu fazer uma reforma, pois a casa era muito antiga. Nessa reforma em uma das paredes derrubadas encontraram um esqueleto em posição vertical, comprovando que a lenda já não era mais lenda. Com isso o dono da casa resolveu chamar um padre da região e exigiu que o casarão fosse exorcizado. Hoje acreditamos que o Café Condesa segue em paz e quem quiser visita-lo será muito bem recepcionado por suas sorridentes e simpáticas garçonetes.

Casa del Conde e Café Condesa

Após o café decidimos conhecer alguns pontos turísticos da cidade. Fomos visitar a Igreja de São Francisco que nos levou também as ruínas de um antigo convento franciscano e um museu que ficava ao fundo da igreja. Pagamos a taxa para entrar e quando chegamos à porta do museu uma simpática freira nos recebeu e contou-nos a história de Hermano Pedro de San José Bethacourt, nascido em 1626 nas Ilhas Canárias, Espanha. Um jovem missionário que fez muito pela cidade ajudando as pessoas pobres e carentes de Antigua. Foi ele quem construiu o primeiro hospital gratuito para pessoas de baixa renda. Construiu também uma escola, um oratório e a primeira moradia para padres e estudantes religiosos. Hermano Pedro como é conhecido na Espanha e na Guatemala, foi beatificado em 1980 e Canonizado pelo Papa, João Paulo II em 2002. Hoje em dia Hermano Pedro é um Santo com muitas preces e milagres atendidos por seus devotos. Após conhecer essa história e visitar o restante do museu, onde encontramos exposto ao público os restos mortais, roupas e acessórios de Hermano Pedro, seguimos pelas ruínas do convento até a saída. Já do lado de fora paramos para conferir e degustar os doces e salgados caseiros em uma barraquinha que ficava no estacionamento do convento. Pedimos doce de leite e favas salgadas fritas. Uh! Que delícia!

Igreja São Francisco

Ruinas do Monastério Franciscano

Uma das obras dedicadas a Hermano Pedro em Antigua

Outro dia se inicia em Antigua, e depois de tomar café no albergue nos preparamos para conhecer mais da cidade, porém, surpresa! Estava chovendo muito, mas ainda bem que no dia anterior havíamos ido ao mercado para comprar comida, capas de chuva e um guarda-chuva, pois a previsão já avisava que iria chover e fazer frio. Em uma viagem como essa você acaba enfrentando todos os tipos de clima e não da para carregar tudo com você, tem que ir comprando durante o caminho e deixando para trás.Bom! Chuva a parte, saímos caminhando por algumas quadras, entramos em algumas lojas para conhecer o artesanato local, seguimos para a Plaza Central e de lá decidimos visitar mais pontos turísticos da cidade.

Pri provando uma blusa maia

Em uma de nossas paradas conhecemos uma Fábrica de Jade (pedra preciosa), onde um de seus guias nos levou para um tour por dentro da fábrica. Ele nos mostrou todo o processo de nascimento da pedra, suas diferentes formas e cores. Descobrimos que a jade tem várias cores como: negra, branca (com nuances roxas), verde clara e verde escura. Acompanhamos também o processo de desenho, lapidação, e polimento em couro até sua forma de jóia. Lá visitamos também um museu onde soubemos um pouco mais sobre a influência da jade na cultura “Maia”. De acordo com nosso guia, os Maias usavam a jade para cerimônias de sepultamento das pessoas mais importantes, fazendo artesanalmente uma máscara com a pedra, reproduzindo de forma fiel o rosto do falecido, pois acreditavam que no outro plano a pessoa precisaria de uma face. Além disso, os Maias usavam as jades como adornos para cabelo, brincos, pulseiras, tornozeleiras e colares. Depois do museu, visitamos a loja com direito a uma pausa para um café negro e uma espiada no calendário Maia, que por sinal é muito interessante.

Cores da pedra Jade

Máscara de Jade

Depois da fábrica de jade nosso próximo destino era conhecer um antigo convento para apreciar a história e ver mais da arquitetura da cidade. Chegando à entrada reparamos uma movimentação diferente, e de cara fomos recebidos por duas moças uniformizadas. Elas nos entregaram um folheto dizendo que ali estava tendo um congresso mundial de “Arqueologia e a Civilização Maia”, e que a próxima palestra se iniciaria a 15 minutos, com o tema “O mito do final do mundo em 2012 de acordo com os Maias”. Bom, com esse tema ficamos curiosos e decidimos participar. Por sorte chegamos na hora do “coffee break” e aproveitamos para degustar um pouco do café e das rosquinhas guatemaltecas. Entramos no espaço montado e assistimos à palestra. Soubemos que a história do mundo se acabar em dezembro de 2012 não foi premeditada pelos Maias, não há nenhum escrito que relate isso. De acordo com um dos calendários Maia, pois tinha vários, uma “Era” durava 5.200 anos e no dia 21 ou 23 de dezembro de 2012 (há dúvidas sobre a real data) se encerrará uma “Era” e se iniciará outra. O calendário é um ciclo infinito, que pelos estudiosos não haverá fim nenhum e sim uma nova “Era”. Ok! Vamos deixar que dezembro de 2012 chegue e nos traga uma nova “Era” com menos ganância, corrupção, sofrimento e miséria para a terra. Saímos da palestra com mais dúvidas do que respostas, e com uma certeza, era uma civilização extraordinária e misteriosa!

Convento onde ocorreu a conferência

Conferência sobre o Fim do Mundo em 2012

Seguimos mais uma vez caminhando pela cidade e paramos em um local chamado Hotel Santo Domingos, na verdade um belo hotel spa, onde tinha também um restaurante, um bar, uma igreja, um convento dominicano, cinco museus (colonial, de arte sacra, de arte contemporânea, da farmácia e da prata), e duas fábricas, sendo uma de chocolate e a outra de barro e vela. Um complexo hotel! Tudo lindo, charmoso, limpo e organizado. Passamos a tarde toda visitando cada museu, cada fábrica, fotografando as paisagens meramente antigas. Ah! Esqueci-me de mencionar que a igreja estava sendo decorada para um casamento que aconteceria naquela noite.

Um dos museus do Hotel Santo Domingos

Hotel Santo Domingos

Igreja preparada para um Casamento

Em uma de nossas noites no hotel, resolvemos preparar um jantar e decidimos fazer uma macarronada, o prato típico de todos os mochileiros, pois é fácil, rápido e dependendo do cozinheiro (a) muito gostoso. No meio da preparação tivemos uma visita, e adivinha quem aparece para um “Hello”?… Esky, nosso japonês de El Salvador que viajou junto conosco na van de El Tunco até Antigua. Ele resolveu nos visitar para saber como estávamos e qual seriam nossos próximos destinos. Acabou ficando para o jantar e servimos o nosso delicioso macarrão ao sugo com mini brusquetas de entrada (com tomate, mussarela, queijo ralado e orégano), tudo, é claro, acompanhado de um belo vinho tinto. Conversamos por horas, tudo em inglês, pois o Esky fala muito bem e consigo entender tudo. Despedimos de Esky e combinamos outro jantar na próxima noite como despedida dele, que iria embora dali 02 dias.

Outro dia em Antigua, e pela primeira vez desde que chegamos não choveu, resolvemos então conhecer os mercados da cidade. Visitamos uma feira de artesanato onde tudo era muito colorido, com várias máscaras de madeira, diversos tipos de tecidos, bolsas e objetos de decoração. Fizemos umas comprinhas e seguimos em frente. Passamos por duas galerias de arte com exposições de aquarelas, pinturas à óleo e acrílicas (técnicas de pinturas).

Máscaras de madeira no mercado

Tecidos multicoloridos

Aproveitamos para caminhar mais pela cidade e tirar fotos. No caminho paramos para visitar a Igreja La Merced, outro ponto turístico da cidade. Em frente havia também muitas barraquinhas com comidas típicas guatemaltecas. Comi uma deliciosa empanada fritas de frango com feijão, queijo, abacate e batata. Já o Ro decidiu provar uma carne de porco, acompanhada de salada, abacate e tortilhas de milho assadas. Para completar, experimentamos também as tradicionais espigas de milho cozidas e servidas com sal e limão.

Arco com igreja La Merced ao fundo

Comida local - milho cozido com sal e limão

De lá fomos para o Mercado Municipal, o principal da cidade, fazer compras para o nosso jantar que teria um convidado especial, o Esky. Compramos lentilha, arroz, vegetais, temperos e claro os ingredientes para uma sobremesa que eu faria para nosso convidado, o famoso Brigadeiro. De volta ao hotel, preparei a lentilha, o arroz e também o brigadeiro. Fui tomar banho e me preparar para o jantar. O Ro desceu antes e recebeu o Esky, ficaram conversando e preparando outro prato da noite, Macarrão com legumes e frango no estilo japonês. Quando desci já estava tudo pronto, jantamos e conversando mais uma vez por horas e horas. Nessa longa conversa, Esky nos falou de sua viajem também de volta ao mundo com duração de dois anos, contando suas aventuras e perrengues, passando por muitos países e continentes.

Jantar de despedida para o Esky

Bom! Hora de servir o Brigadeiro e vocês não vão acreditar! Anos e anos fazendo em casa e sempre dando certo, ficando cremoso e suculento, para justo no dia de preparar para uma pessoa que nunca provou esta delícia, eu deixar passar do ponto. Só percebi isso na hora de servir. O brigadeiro que havia distribuído em pequenas cumbuquinhas de barro e decorado com granulado colorido estava duro que nem uma pedra! Nada conseguia furá-lo. Foi então quando o Ro sugeriu coloca-lo 05 segundos no micro-ondas, mas eu resolvi colocar 10 segundo, tempo suficiente para o bichinho criar uma bolha e derramar. Fique olhando para o micro-ondas e vendo o brigadeiro explodindo pela cumbuca, não me restou nada além de rir. Servi mesmo assim e a gororoba foi aprovada pelo Esky.

Em nosso último dia em Antigua, decidimos caminhar e nos despedir da cidade, pois viajaríamos no final do dia. No meio da nossa caminhada resolvemos visitar um local chamado Cerro de La Cruz, um mirante no alto de uma montanha de onde é possível avistar toda a cidade de Antigua. Como estávamos com as horas contadas, resolvemos pegar um “Tuc Tuc”, uma espécie de moto taxi com três rodas que só cabe até três pessoas. Subimos a montanha, admiramos a vista, fotografamos e descemos à pé. Na volta avistamos um restaurante de comida tradicional guatemalteca e resolvemos provar. Comi um feijão branco com frango, arroz e salada e o Ro um caldo de cabeça de porco com arroz. Tudo bem diferente, mas muito gostoso.

Cerro de La Cruz

Comida local guatemateca

Saímos de lá e fomos mais uma vez para a Plaza Central, onde o Ro resolveu parar para engraxar os seus sapatos que tinha voltada da lavandeira muito seco. Ao lado havia um café que já havíamos provado, e decidimos nos despedir do seu “café expresso” e também do delicioso “cheese cake”. Ficamos por lá conversando e vendo a rotina da praça, já que o lugar ficava de frente para a Plaza Central.

Ro engraxando o sapato

Cheese Cake (torta de queijo), uma delícia!!

Cafézinho expresso!!! despedida de Antigua

De lá voltamos para o hotel, arrumamos as coisas e pegamos uma van que nos deixaria no terminal rodoviário da Cidade da Guatemala, 2 horas de Antigua. Chegamos ao terminal, colocamos nossa bagagem no ônibus e subimos para uma viagem de 10 h para o nosso próximo quintal, a cidade de Flores no norte da Guatemala. Iniciamos a viagem em uma poltrona confortável e espaçosa, nossas pernas ficavam esticadinhas como uma cadeira de dentista. Escolhemos o melhor ônibus para viajar, com dois andares e direto até um lanche. Imaginamos que a viagem fosse ser de um sono gostoso, mas nada disso! O ar condicionado era muito gelado e deixou todos os passageiros com frio. Ficamos acordados tentando se aquecer a viagem toda. Algumas paradas durante a viagem e chegamos ao nosso destino as 6 h da manhã.

Bem vindo à Flores, uma pequena cidade, cercada de água e com uma clima quente, completamente diferente de Antigua. Fomos para lá para conhecer as Ruínas Maias de Tikal, outro lugar tombado pela UNESCO como patrimônio cultura da humanidade. Aguardem nosso próximo quintal, com muita cultura e ruínas maias. Uma civilização fascinante que atrai curiosos de todo o mundo.

Priscila e Rodrigo

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Uma resposta para “Antigua, Guatemala

  1. Priiii…me impressionei com algumas coisas. rsrs
    Vc está cozinhando meninaaa…que linda!
    Fiquei curiosa com o milho cozido com limão e sal…cara, deve ser delicioso, azedinho!
    Eu ri com a história do brigadeiro, minha irmã já fez isso…mas o dela não saia nem da panela. kkkkk
    Se cuidem…um beijo, linda. Fiquem com Deus. s2

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