Ilha Norte (Parte I), Nova Zelândia


Olá,

Depois de Auckland e Ahipaha, partimos para conhecer a Nova Zelândia de cabo a rabo. Fomos para as duas ilhas e para os dois lados (Mar da Tasmânia e Oceano Pacífico). Cruzamos durante 30 dias as maravilhosas estradas do país, onde sempre tínhamos que parar para admirar as belas paisagens com seus contrastes que mais pareciam um quadro. Essa aventura iremos contar em 03 blogs: 1) a Ilha Norte e a travessia de ferry boat para a Ilha Sul; 2) a gelada e impressionante Ilha Sul; 3) e o retorno para a Ilha Norte.

Mapa Nova Zelândia

Para conhecer bem cada cantinho das duas ilhas, decidimos alugar um carro e nossa melhor opção foi um Honda Wangon 1996, automático e muito bem conservado. Um excelente carro, que deixou saudades.

Carro

Nossa viagem seria acampando e dormindo no carro, o que para muitos pode parecer loucura, pois somos brasileiros e vivemos em um país com um certo grau de violência, mas na Nova Zelândia é a coisa mais comum do mundo. Todas as cidades tem um camping (Holiday Parks) muito bem estruturados e preparado para receber todos os trailers, motohomes e campistas. Acampar e viajar com um trailer ou uma van, faz parte da cultura do país, que além do mais, é extremamente seguro, com um povo muito bem educado e civilizado.

Motohomes e Vans

Resolvemos viajar no estilo Kiwi, e fomos as compras para passar nossos dias acampando, cozinhando e dormindo em lugares inóspitos e bem diferentes do que estávamos acostumados. Nossa lista de compras foi: 02 cochonetes (trocamos o colchão de ar), 02 sleeping bags, 01 colcha de casal, 01 mesa de camping e 02 cadeiras. Para completar o André e a Bela nos emprestaram um mini fogão, utensílios de cozinha e jogo de cama. O Dani e a Raquel nos emprestaram a barraca. Muito obrigado amigos pela ajuda.

Estamos preparados para cair na estrada, nossa previsão seria de 5.000 km. Paramos então no supermercado e compramos comida para uma semana. Nosso primeiro destino foi um pequeno povoado de surfistas e pescadores, a mundialmente famosa Raglan, onde quebra uma das ondas mais longas do mundo. No caminho passamos ainda por “Te Uku”, um outro povoado que nos fez lembrar de alguns amigos (risos).

Te Uku

RAGLAN

Pegamos a dica do André e ficamos no Camping Solscape, que também é um albergue. Aliás, um dos mais interessantes e diferentes que conhecemos, pois os quartos são antigos vagões de trens e tudo é muito bonito e florido. Se quiser também, tem a opção de ficar mais isolado, no meio da mata, em cabanas indígenas, como uma oca. Foi uma experiência única.

Sol scape

Hortências por todas as partes!

Cabanas em estilo indígenas!

Por muitos anos Raglan esteve nos meus sonhos, já tinha visto vários vídeos e comentários de alguns amigos de Maceió que moraram na Nova Zelândia. Checamos a previsão e tinha uma excelente ondulação (swell) chegando na costa, tudo indicava que iria pegar em condições perfeitas. Separamos 10 dias só para ficar em Raglan. Porém, o swell furou e durante uma semana chequei as praias todos os dias, e não vi nenhuma onda, nenhuma espuma, nada, simplesmente uma lagoa, foi muito frustrante. Raglan não mostrou seu potêncial e não surfei essa tão sonhada onda.

Raglan, onde deveria quebrar as ondas

Procurando as tão sonhadas ondas!

Raglan

Aproveitamos então os dias para passear no povoado, que é muito bonito, e conhecer as praias. Além de preparar excelentes comidas, acompanhadas sempre de um bom vinho e uma lua cheia impressionante que esteve presente todas as noite.

Jantar!

Vinhoooo!

Perfeita!

Como não tinha onda e não havia nenhuma previsão de chegar mais, resolvemos conhecer o interior do país e começamos com uma bela cachoeira que fica perto de Raglan. Dormimos mais uma noite no Solscape e decidimos que no outro dia iríamos para outro lugar.

Cachoeira de Raglan.

WAITOMO E TONGARIRO

Pegamos a estrada com destino ao Parque Nacional do Tongariro, um lugar cercado de vucões no centro da ilha norte. No caminho antes de chegar no parque, paramos para conhecer as Cavernas de Waitomo, com insetos que iluminam toda a caverna. São vermes de um tipo específico de mosca, infelizmente não foi possível encontra-los. Existem algumas trilhas e passeios por dentro das cavernas onde é possível ver vários vermes, mas nós não fizemos.

Cavernas de Waitomo

Seguimos viagem e chegamos no Parque Nacional do Tongariro no final de tarde, com um tempo nublado, frio e chuvoso. Fomos procurar um Holiday Park para acampar e passar a noite por ali. Encontramos um do lado de um rio, no meio do parque, cercado de árvores e com tudo que tem direito. Apesar da excelente estrutura e localização do camping, nossa noite foi de cão, pois choveu a noite inteira e passamos muito frio, foi Fo…!

Fomos para o Tongariro para fazer uma trilha entre os vucões, dependemos do tempo e das nuvens para poder ir. Entretanto São Pedro não ajudou (assim como Netuno em Raglan), e não fomos fazer a trilha principal, que dura cerca de 7h. Nos restou então fazer uma trilha mais curta e conhecer uma bela cachoeira a apenas 1 h de caminhada.

Tongariro encoberto por algumas núvens!

Caminhada…

Cachoeira…

Liberdade…

Para nossa próxima noite, resolvemos procurar outro camping, e encontramos um que pertencia ao Departamento de Conservação (DOC) do governo e era muito, mas muito mais barato, porém somente com banheiro, sem energia, com uma cozinha e um rio para tomar banho. Alí tomamos o banho mais gelado das nossas vidas, imaginem um rio com pedras e água transparente, que tem água de geleiras na sua fonte. No inverno os vucões do Tongariro ficam cobertos de neve, e o parque vira uma estação de esqui. Como fomos no verão as geleiras estavam derretidas mas ainda tinha um pouco de neve no topo dos vucões. Foi um banho gelado, mas foi gostoso! Ficamos com o corpo adormecido dentro d’agua. Que gelo!

Rio congelante!

No dia seguinte o tempo continuou ruim e decidimos partir para conhecer mais a ilha norte.

NAPIER E MAHIA

Estávamos no centro da ilha e poderíamos escolher o nosso próximo destino com base na previsão de ondas. Pesquisei na internet e não havia nenhuma ondulação chegando em nenhum lado do país. Fomos então conhecer a cidade de Napier e a Península de Mahia, indicado pelo meu amigo Igor Bittencourt, que morou alguns anos na Nova Zelândia,  e disse que poderia ter alguma ondinha para surfar.

Todas as nossas viagens pelas estradas da Nova Zelândia eram com muitas paradas, pois sempre tinha um rio, uma cachoeira ou um visual alucinante para apreciar e tirar algumas fotos de recordação. Para ter uma idéia, levamos 7h para percorrer 300 km entre o Tongariro e a Península de Mahia (Oceano Pacífico). Paramos para conhecer um maravilhoso lago, onde tomamos um café acompanhado de belos cisnes negros.

Lago

Cisnes…

Parámos tambén em Napier para almoçar e conhecer um pouco dessa belíssima cidade, que tem um estilo Art Deco, com lindos calhambeque, prédios antigos e moças com vestidos longos igual a moda dos anos 50 e 60. Uma cidade portuária, com lindas praias, cercada de parrerais de uvas, vinhedos e belas flores.

Vista da cidade de Napier

Porto de Napier

Art Decor

Cidade florida

Partimos então para nosso destino final, a Península de Mahia, chegamos a noite e por sorte conseguimos encontrar um camping aberto na cidade. Armamos nossa barraca e no outro dia saímos em busca das ondas da região, mas Netuno não estáva do meu lado, e decidiu não mandar ondas para alí também. Passei por todas as praias e nosso final de semana foi para curtir o lugar e sua beleza natural.

Ondas em Mahia

Veados.

Em Mahia fomos muito bem recepcionados pela Dona do camping que nos deu várias dicas da região, nos emprestou uma bela colcha para os dias que ficamos no camping dela e no final ainda nos deu um chuveiro portátil com capacidade para 20L de água que pode ser pendurado nas árvores, dando a liberdade de tomar banho e dormir em qualquer lugar.

Suas dicas mudaram nossa viagem e a partir de então, paramos de acampar em Holiday Parks ($30 a 40/diária/casal) e passamos a dormir nos DOCs (grátis a $10/diária/casal) espalhados por todo o país. Deixamos também de acampar, pois estáva cada vez mais frio, e passamos a dormir dentro do carro. Foi nossa melhor mudança, deitávamos o banco de trás que virava uma excelente cama de casal, onde colocávamos nossos colchonetes e dormíamos muito mais tranquilos.

Como não tinha onda e já haviamos conhecido tudo em Mahia, partimos com destino a última cidade da Ilha Norte, fomos para Wellington, a capital do país. onde pegaríamos o ferry boat para atravessar para a ilha sul.

WELLINGTON

Nossa estadia seria rápida, chegamos em Wellignton em um dia chuvoso e com muito vento, típico dessa cidade! Procuramos um local onde dormir (grátis) por alguns dias para então pegar o ferry boat para a ilha sul. Encontramos uma marina, que foi indicada por uma moradora de Wellington, onde poderíamos parar o carro e usar toda a estrutura da Marina. Que por sinal, foi a melhor que encontramos, com banheiro todo equipado e até chuveiro de água quente. Foi perfeito, pois os dias estavam cada vez mais gelados!

Marina

Marina estruturada!

Aproveitamos nossa curta estadia para conhecer a cidade de carro, apreciar as paisagens, as praias, o porto e claro o Museu Tepapa. Indicado pela nossa amiga Bela. A cidade é muito bonita, moderna e ao mesmo tempo a arquitetura em estilo inglês predomina na maioria das construções, a cidade também é bem agitada e cheia de turistas. Pontes modernas, ruas cheias de restaurantes e bares bem decorados.

Estilo Inglês

Orla de Wellington!

Ao redor de Wellington!

Fomos ao museu e acabamos fazendo ele em dois dias, apreciamos todas as salas internas e os espaços externos. As esculturas maoris, canoas centenárias, casas todas entalhadas à mão, sala dedicada ao planeta Terra, sua origem e transformações. Entendemos um pouco mais sobre os terremotos e as erupções vulcânicas. Vimos uma lula gigante daquelas que só se encontra nas profundezas dos mares e muitas outras curiosidades que valeu apena ter visitado.

Canoa Maori

Casa Maori

Lula Gigante (ela deve ser linda viva e livre no mar)

Por dentro do Te Papa

Deixamos Welington, pegamos nosso ferry com destino a ilha sul. Na travessia já sentimos na pele e vimos na retina o que essa belíssima ilha isolada e menos povoada que a outra, tinha para nos mostrar. Passamos por imensas montanhas, todas recortadas e desenhadas pelas águas do mar Dizem que a verdadeira Nova Zelândia está estampada nas cores, paisagens e pessoas da ilha sul. Contaremos mais dessa alucinante ilha no próximo blog, as imagens estão de tirar o fôlego!

A caminho da ilha sul…

Rodrigo e Priscila

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2 Respostas para “Ilha Norte (Parte I), Nova Zelândia

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