Ilha Sul, Nova Zelândia


Kia Ora Galera,

Agora na gelada, pouco habitada e impressionante Ilha Sul da Nova Zelândia.

Depois da nossa travessia pelo Estreito de Cook, que separa as duas ilhas, chegamos no porto de Picton, a primeira cidade da Ilha Sul. Era véspera de carnaval (só no Brasil) e nosso plano era curtir a folia no Abels Tasman National Park, conhecido por suas belas praias douradas e trilhas frequentadas por aventureiros do mundo inteiro.

Abels Tasman National Park

Saindo do porto dirigimos 2 horas em direção ao Parque por estradas cercadas com vinícolas e plantações de maçã, um espetáculo. No caminho percebemos que os agricultores de lá, costumam colocar uma tenda na beira da estrada para vender suas frutas, assim como as nossas no Brasil. A diferença é que não tem ninguém vendendo, somente um cartaz com os preços e um local para voçê depositar o dinheiro. Conhecemos um agricultor que nos contou que 90% das pessoas pagam e poucos são os inadimplentes. O sistema funciona na base da confiança. Imaginem isso no Brasil! Compramos 02 sacolas com 20 maçãs cada, tudo por $4 dolares. Foi maçã todos os dias!!!

Bom! No caminho paramos em uma cidade e pedimos informações sobre a região. Encontramos três mulheres que nos deram dicas preciosas que nos levaram ao Mckee Camping de frente para a praia. Lá foi nossa base para explorar o belíssimo Parque Nacional.

Nossa vista do Mckee Camping

O Abels Tasman Park é uma reserva gigantesca, com várias praias, montanhas e opções de trilhas. Muitas pessoas o percorrem de caiaque e acampando (dura 1 a 3 dias), outras caminhando e acampando, e outras são levadas até o final da trilha de lancha e retornam caminhando (1 dia). Escolhemos essa última onde depois de 1 hora de lancha iniciamos nossa trilha que durou 7 horas e 14km. Caminhamos beirando o mar e as montanhas. Foi cansativo, nossos pés estavam fervendo e terminamos a trilha mancos, mas valeu apena, era uma vista mais bonita que a outra. As imagens falam por si só.

No trajeto de Lancha vimos alguns com seus caiaques e campings

Abels Tasman Park

Abels Tasman Park

Abels Tasman Park

Galera acampando no parque

Uma das vistas durante a trilha

Depois do nosso carnaval partimos para conhecer mais a Ilha Sul, resolvemos descer por um lado (Mar das Tasmania), ir até o sul da ilha e retornar pela outro lado (Mar do Pacífico).

Tauranga Bay

Nossa primeira parada foi para conhecer as ondas de Tauranga Bay e visitar uma Seal Colony (colônia de focas). Esse é um lugar bem isolado, tranquilo, com belas paisagens e ondas geladas mas perfeitas. Infelizmente as ondas não apareceram, mas vimos várias focas cuidando dos seus filhotes. A região é bem protegida e todas são monitoradas pelo Programa de Conservação da Nova Zelândia. Não podíamos chegar perto das focas, vimos tudo de um mirante. Descobrimos que os predadores delas são: o homem e cachorros na terra, tubarões e orcas no mar, além das redes de pesca e sacos plásticos que são confundidos com águas vivas. Esses dois últimos matam elas lentamente por asfixia. Pense bem quando jogar um saco na rua, ele pode acabar em um rio, depois no mar, indo para o oceano e o final você sabe!

Tauranga Bay

Focas

Punakaiki

De Tauranga Bay partimos para conhecer as Pancake Rocks  e Blowwholes, que ficam em Punakaiki, um povoado localizado dentro do Paparoa National Park. Essa também é um região que tem excelentes ondas, mas que não apareceram quando estávamos lá. Chegamos à noite e encontramos um local para dormir no topo de uma montanha, de frente para o mar com vista panorâmica do belíssimo Mar da Tasmania.

Vista do local onde dormimos em Punakaiki

Nessa noite tínhamos vizinhos australianos que também resolveram dormir por alí. Na manhã seguinte fomos conhecer as pedras em formato de panqueca (Pancake Rocks) e os buracos que sopram baforadas de água quando a maré está cheia e o mar revolto. Como não tinha onda, não vimos as baforadas saindo das pedras, mas tiramos belas fotos das interessantes e curiosas pedras em formato de panqueca, uma até tem vários desenhos ilustrativos.

Compare essa foto com a de baixo

Conseguiu ver?

são rochas em formato de paquecas…

Franz Josef Glaciers

Seguimos viagem em direção ao sul e nossa próxima parada foi no Franz Josef Glaciers. Impressionantes geleiras que estão muito próximas do mar e podem ser exploradas a pé. A trilha era bem cara para o nosso orçamento. Entretanto é possível ver as geleiras de perto sem ter que andar sobre elas, e foi isso que fizemos, pois para viajar por muitos meses as vezes temos que deixar alguns passeios turísticos de lado. Outra opção é conhecer de helicóptero e fazer o “Helihike”, sobrevoando  uma cadeia montanhosa de gelo maravilhosa. Se andar a pé sobre o gelo era caro imagem ver de cima!

O dia estava muito chuvoso e frio, mas mesmo assim fomos a pé até a base da motanha para ver as geleiras de perto. Cruzamos com vários grupos que estavam indo explora-las.

Franz Josef Glaciers

Franz Josef Glaciers

Bom! depois de muita chuva e frio, chegamos ensopados no carro e decidimos finalizar nosso dia em uma Hot Pool. Um lugar sensacional com três piscinas, cada uma com uma temperatura de água diferente (36, 38 e 40 C). Fomos em todas e aproveitamos para tomar um belo banho. A Piscina custa $25 o dia, foi caro mais foi uma das melhores coisas que fizemos. Que delícia um banho quente no meio das montanhas geladas de Franz Josef.

Hot Pool – 40 C

Além das geleiras Franz Josef, há 30 mniutos tem também as geleiras Fox Galciers, que é bem parecida. Passamos por Fox Glacier e fomos tomar um café no Lago Matheson, mas como estava chovendo não coseguimos ver o famoso lago espelhado.

Café para esquentar

Lago Matheson como deveríamos ter visto

Wanaka e Queenstown

Partimos para os nossos destinos mais ao sul, as belíssimas cidades de Wanaka e Queenstown.

Wanaka é uma versão menor de Queenstown e menos conhecida, mas tão bonita quanto. Uma pequena e charmosa cidade, cercada de lagos, montanhas e geleiras. Um lugar único onde passamos um dia fazendo pic nic na beira do lago. Nosso almoço foi arroz, carne moída e brigadeiro de sobremesa. Aproveitamos também o belíssimo dia de sol para secar algumas roupas que molharam durante os dias que passamos nas frias geleiras do Franz Josef.

Wanaka

Wanaka

Partimos então para Queenstown, para nós a cidade mais bonita e charmosa da Nova Zelândia. Um lugar tão atraente que nos encantou logo de começo, com suas casas imponentes, suas vistas paradissíacas e seu astral jovem e aventureiro. Essa é a terra dos esportes radicais, tem para todos os gosto, em apenas um final de semana que passamos por lá vimos: bungee jump, mountain bike, speed boat, windsurf, rapel, canoagem, ciclismo, skate, e etc.. Entretanto o bolso tem que ir preparado, o que não foi o nosso caso.

Bungee Jump

Speed boat

Mountain Bike

Nossa maior aventura em Queenstown, foi subir uma montanha à pé para ver a cidade de cima (a maioria vai de teleférico). Outra aventura foi acampar na beira do belíssimo Lago Wakatipu, onde tomamos banho de torneira (a única opção de banho nesse camping) com água congelante.

Subida para ver Queenstown do alto

Queenstown

Camping na beira do Lago Wakatipu

Lago Wakatipu

Nosso banho de torneira

Em um dos poucos restaurantes que fomos nessa viagem, recomendamos o Fergburger, um delicioso e tradicional, hamburger da cidade. Eu provei o hamburger de carneiro e a Pri de vaca. Os dois muito bons e bem disputados por todos os viajantes e habitantes locais. Por falar nisso, tem gente do mundo inteiro em Queenstown, principalmente mochileiros querendo viver a cultura dos esportes radicais desse pedaço da nova Zelândia.

Fergburger

Fergburger

Gostamos tanto de Queenstown que partimos com saudades daquele pedaço de quase paraíso, só não é um paraíso completo porque faz frio e não tem onda e nem o mar.

Não fomos no extremo sul da ilha e não conhecemos alguns pontos turísticos como o Milford Sounds. Segundo alguns um dos lugares mais bonitos do país e onde foi gravada algumas cenas do filme Senhor do Anéis. Esse ficou para uma próxima viagem à Nova Zelândia.

Mount Cook e Lake Tekapo

Nosso próximo destino foi o Monte Cook, esse simplesmente sensacional, de cair o queixo. O ponto mais alto do hemisfério sul e um dos lugares mais bonitos do mundo. Uma cadeia de montanhas onde o pico mais alto é o Monte Cook, frequentado por escaladores e aventureiros. Não somos escaladores, então fomos até a base da montanha para ver o monte de perto e sentir um pouco da energia daquele lugar. Vejam as fotos e imaginem!

Monte Cook

Monte Cook

Já estávamos em nosso caminho de retorno para a ilha norte e ainda tínhamos alguns lugares para visitar, um deles foi o Lago Tekapo, assim como todos os lugares da ilha, mas um paradisíaco. Aproveitamos esse lago para tomar um banho gelado e limpar a alma. (haja banho gelado nessa viagem, acho que o único banho quente na ilha sul foi na Hot Pool)

Lago Tekapo

Lago Tekapo

Kaikoura

Chegamos em nosso último destino na Ilha Sul antes de voltar para Picton e pegar o ferry com destino a Ilha Norte. A cidade de Kaikoura, é conhecida por ter boas ondas, focas, baleias e pinguins. Desse só vimos as focas, mas foi uma experiência única, pois encontramos várias na beira da estrada tomando banho de sol. Chegamos bem perto delas e depois ficamos sabendo que tínhamos que manter uma distância de pelo menos 10 metros.

Kaikoura

Kaikoura e suas focas

Foram muitas imagens lindas na ilha sul, nesse blog não conseguimos colocar tudo que vimos e muito menos tudo que fizemos. Além do mais, deixamos de conhecer vários lugares que com certeza são maravilhosos. Fomos no verão, uma situação bem diferente se alguém for no inverno.

De lá retornamos para a ilha norte, para conhecer mais alguns lugares maravilhosos. Mas essa etapa fica para o próximo blog.

Beijo e abraços

Rodrigo e Priscila

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4 Respostas para “Ilha Sul, Nova Zelândia

  1. É tudo tão maravilhoso, tão perfeito, parece o paraíso na terra. Amei esse quintal do mundo.Agradeço à Deus, por essa natureza que nos deu!

Deixe aqui o seu comentário sobre nossos quintais...

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