Ilha Norte (Parte II), Nova Zelândia


Olá ,

Depois das belas paisagens da Ilha Sul retornamos para a Ilha Norte pelo mesmo caminho que saímos. Atravessamos o Estreito de Cook saindo da cidade de Picton para Wellington, para recarregar nossas energias na Marina de Wellington, onde podíamos estacionar o carro, tomar banho quente e usar a água do local. Pode parecer pouco, mas para as nossas condições era como se fosse um Resort 5 estrelas.

Nossa viagem na Nova Zelândia estava chegando ao fim, mas ainda tínhamos alguns dias para aproveitar. Escolhemos a dedos nossos próximos destinos na Ilha Norte, e resolvemos conhecer alguns lugares que não passamos na ida.

MONTE TARANAKI

Saímos de Wellington e fomos em direção a região do Monte Taranaki, onde fica a Surf Highway, era mais um lugar que o Ro esperava surfar e pegar boas ondas. Fomos checar o mar e mais uma vez não vimos as ondas da Nova Zelândia mostrarem seu potencial. Estava ventando muito e o mar estava todo revolto. Passamos por mais outros pontos de onda, só para ter a certeza de que não teria onda. Aproveitamos o passeio e apreciamos as paisagens impressionantes do Monte Taranaki.

Monte Taranaki

Opunake

Resolvemos passar a noite em frente as ondas de Stent Road, já era final de tarde e procuramos um camping para dormir, porém não encontramos nenhum. Checamos alguns outros lugares e encontramos um local bem lindo como se fosse uma falésia acima do mar em terra firme. A maré estava baixa e deu para ver todas as pedras do fundo do mar. Era uma vista linda! Estacionamos ali, arrumamos o carro para dormir e quando terminamos uma leve chuva começou a cair.

Local onde tentamos dormir – Stent Road

A chuva foi apertando, apertando… e quando vimos, se tornou uma tempestade de ventos fortes, com muita chuva. Nosso carro balançava muito, não conseguiamos ver nada e só ouvíamos o zumbido do vento. Escutávamos o barulho da maré que já estava começando a subir, as ondas se chocavam nas pedras e  terminavam em um paredão. Decidimos tirar o carro de onde estávamos e procurar outro local para terminar a noite. A chuva estava tão forte que não enxergávamos um palmo à nossa frente. Não encontramos nada e tivemos que retornar para o mesmo local… Conclusão passamos a noite acordados, esperando a tempestade passar!

Maré seca

Maré cheia

Na manhã seguinte sem termos dormido direito, agradecemos por ter dado tudo certo e partimos para o nosso próximo destino, a cidade de Rotorua.

ROTORUA

É uma cidade onde todas as pessoas que visitam falam que ela cheira a ovo podre, isso se deve ao fato de ser uma cidade vulcânica, que expele de seus lagos e águas sulfurosas gáses extremamente fedidos. Aqui a Terra literalmente solta “PUM” mal cheiroso e barulhento. Rotorua possui uma das maiores concentrações de Maoris do país. Dados oficiais indicam uma população de quase 70 mil habitantes. Desses um terço são descendentes diretos dos Maoris, quase todos da tribo Te Arawa. A Região possui ainda 14 lagos onde se pode nadar, praticar esportes e mesmo pescar trutas. Pode-se usar todos eles exceto um, o Green Lake, que é sagrado para o povo Maori. O Lago de Rotorua é o maior deles e suas margens estão espalhadas por toda cidade.

Estrada de Rotorua – Estátuas Maoris

Visitamos o Lago de Rotorua e resolvemos preparar nosso almoço em um parque de frente para o lago. Alimentamos alguns cisnes negros que apareceram para nos fazer companhia, fotografamos e conversamos com alguns senhores Kiwis, que passavam caminhando e perguntando de onde éramos.

Parque do Lago Rotorua

Lago Rotorua

Cisnes alimentados…

Estacionamos o carro e fomos conhecer um outro parque da região. Lá encontramos várias nascentes naturais saindo fumaças de suas águas. Haviam placas em algumas indicando o nome e a temperatura da mesma, em uma delas, chamada Rachel Spring Whancapipiro, a temperatura chegava aos 212 graus.

Rachel Spring Whancapipiro

Lago de águas sulfurosas.

Gases no final do lago.

Ainda em Rotorua conhecemos um belo Jardim  Botânico (Hamilton Garden), que foi espetacular. Nesse jardim existe um museu com uma arquitetura externa em estilo inglês fascinate. Porém, o que mais chamou nossa atenção à medida que caminhávamos no parque, eram as flores e seus jardins impecáveis.

Arquitetura inglesa!

Passeando pelo parque.

Vimos flores de todos os tipos: hortências de muitas tonalidades, lavanda, flor de lótus, margaridas e muitas outras espécies que nunca tínhamos visto na vida. Sem contar um jardim com mais de 50 tipos de rosas. O jardim exalava perfumes que se sobre saiam ao mal cheiro da cidade. Ficamos encantados, fotografamos todas as espécies e cheiramos todas as delicadas rosas. Nos sentimos em paz em meio a tanta beleza e delicadeza.

Apreciando

Contrastes

Flor de Lótus

Hortências e suas várias tonalidades

Além do jardim de rosas há vários outros jardins temáticos, como: jardim japonês, jardim francês, renascentista, inglês, vitoriano e por aí vai.

Sentindo os perfumes…no jardim das rosas!

rosas delicadas…

e esculturais!

Rosas

Após percorrer por algumas horas os jardins do parque, decidimos que era hora de partir daquela cidade. Pegamos o acesso para a saída da cidade e caímos na estrada em direção ao Monte Manganui. Um amigo do Ro (Igor Bittencourt) nos indicou o Monte como um dos lugares mais interessantes do país. Segundo ele uma cidade muito bonita com belas praias e boas ondas.

MONTE MANGANUI

O Capitão Cook vinha navegando com a embarcação Endeavour quando abriu um sorriso e falou:-” Tubarões me mordam, esse lugar é lindo demais”. O mar estava de almirante parecendo lagoa, e o nobre capitão achou tratar-se de uma baía. A tripulação queria desembarcar o mais rápido possível para pegar coisas frescas, como comida, água, e quem sabe umas nativas, mas na época ainda não existiam as bóias que sinalizam a entrada do canal, e por causa disso o desolado comandante resolveu seguir adiante. Acabou ancorando na Península de Coromandel, mas antes deu uma olhada para trás, e comentou com o restante da tripulação…” Quanta plenitude, e que lindas são as nativas, digo, Tauranga e Mount Maunganui, vou chamar essa região de Bay of Plenty!

Praia do Monte Manganui

Outro ângulo!

O Mt. Maunganui é um vulcão extinto que forma uma península com o mar aberto de um lado e uma baía do outro (Baía de Tauranga). Umas das melhores coisas para se fazer, é andar pela espetacular trilha ao redor do monte. Como o tempo não ajudou, não conseguimos fazer essa trilha e nem subir no cume, para ver a vista de Tauranga e de todo o interior da baía, que dizem ser de tirar o fôlego.

Chegamos na cidade praiana e charmosa no final da tarde com céu nublado e chuviscando o tempo todo. Percorremos as ruas, a orla da praia, vimos muitas casas e prédios lindíssimos. A garôa havia dado uma trégua e decidimos parar e fazer nosso jantar. Estacionamos o carro e utilizamos o espaço destinado para fazer churrasco. Um belo gramado com churrasqueiras elétricas, mesas, água potável e de frente para o mar. Local ideal para prepararmos nosso jantar. Enquanto o Ro cozinhava eu aproveitei para fotografar o local, o qual apenas passaríamos a noite e na manhã seguinte pegaríamos nosso caminho em direção a cidade de Auckland, onde tudo começou!

Preparando o jantar!

Nosso dia na manhã seguinte no Monte Manganui, foi de muito vento, ventos fortes e cortantes. Mal conseguimos descer do carro para fotografar, fazia muito frio. No final conhecemos as praias novamente sem onda e sem previsão de swell e seguimos para Auckland, para passarmos nosso último final de semana na Nova Zelândia.

Monte Manganui ao fundo!

Vistas da cidade – Baía de Tauranga

Ruas

Mar

KARANGAHAKE

À caminho  de Auckland avistamos pela estrada uma enorme ponte suspensa bem alta e resolvemos fazer nossa última parada. Paramos o carro em  Karangahake, lemos a placa que indicava que era mais um parque para se fazer trekking. Entramos, admiramos a paisagem, atravessamos à pé a formosa ponte suspensa, fotografamos, caminhamos um pouco em uma das trilhas de trekking, esticamos as pernas e nos despedimos de nosso último parque visitado.

Karangahake

Ponte…

…suspensa!

AUCKLAND

Chegamos em Auckland e fomos recebidos por nosso amigos Bela e André, que já haviam preparado um delicioso estrogonofe e um belo pudim de leite. Depois de muita conversa e de ter contado nossas aventuras pela Ilha Norte e Sul, fomos descansar. No outro dia, ficamos no apartamento arrumando nossas coisas, devolvendo os pertences de cozinha e outros objetos  emprestados pela Bela, lavando roupa, e aproveitando a net para matar a saudade de nossas famílias.

No último dia combinamos de almoçar com a Bela em restaurante japonês, pois André havia saído para trabalhar e não estaria por perto. Nos organizamos, fechamos as malas e perto da hora do almoço, fomos nos encontrar e nos despedir de nossa queridíssima Bela. Demos um beijo de muita saudade e agradecimento por toda a ajuda e ensinamento.

Devolvemos o carro na locadora, pegamos um taxi para o Aeroporto Internacional de Auckland, fizemos nosso check in, despachamos nossas bagagens e aguardamos na sala de embarque para mais um voo. Dessa vez visitaríamos a tão sonhada Austrália, terra dos cangurus, coalas, aranhas venenosas, praias de águas geladas, tubarões brancos, o deserto chamado coração vermelho, o paraíso das ondas e claro dos Aborígenes.

Nos aguardem para mais um Quintal…

Beijos e Abraços

Priscila e Rodrigo


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Uma resposta para “Ilha Norte (Parte II), Nova Zelândia

  1. Que quintal maravilhoso…
    Fiquei com medo só de pensar no temporal que vocês pegaram! Graças a Deus deu tudo certo…gente, ameiiii a arquitetura inglesa e as rosas maravilhosas! Que divino…

    Beijinhooooos! Aproveitem tudo, e fiquem com Deus!

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