Bahías de Huatulco, México


Olá Muchachos!!!

Em nossa ultima postagem estávamos em San Critobal de Las Casas no estado de Chiapas, curtindo o frio e apreciando a culinária local. De la pegamos um ônibus na rodoviária da cidade com destino a Bahia de Huatulco, agora no estado de Oaxaca. Resolvemos visitar esta cidade por causa das ondas de Barra de la Cruz.

BAHIAS DE HUATULCO

Chegamos na rodoviária de Huatulco por volta das 6h da manhã e pegamos um taxi para Posada Michele, indicado pelo Lonely Planet. Conhecemos o quarto, checamos a limpeza, o valor e então decidimos passar alguns dias ali. Saímos para conhecer a cidade a pé e nos localizar. Durante nossa andada vimos algumas lojas, restaurantes, cafés, outros hotéis e quando nos demos conta já estavamos na praia. Nos aproximamos da areia e do mar, onde um vento muito forte e frio soprava nos deixando um pouco gelados.

Pri caminhando pelas ruas de Huatulco

Saímos da praia e continuamos nossa caminhada.  Foi quando resolvemos pegar um taxi e checar outras praias. Abordamos um taxista, negociamos o valor e pedimos para nos levar até Barra de la Cruz, que ficava a mais ou menos 45min de carro de onde estávamos. Iniciamos o trajeto por uma estrada cheia de curvas, com uma vegetação seca e algumas áreas floridas. Avistamos a entrada de Barra de la Cruz, seguimos mais um pouco por uma estrada asfaltada e depois pegamos outra de barro e areia. Passamos por algumas hospedagens e checamos uma chamada Cabanas Pepe, para ver se nosso amigo Esky se encontrava por la e decidir se ficaríamos hospedados. Não tinha vaga!!!

Paramos o taxi e perguntamos para uma recepcionista se havia um japonês chamado Esky hospedado nas cabanas, a resposta foi sim, porém, ele estava surfando. Entramos no carro e seguimos para o acesso a praia. Para nossa surpresa a entrada para a praia era paga, todas as pessoas tinham que pagar um valor de 10 pesos por dia, o equivalente a R$ 1,50. Pagamos, seguimos por mais alguns minutos a estrada e avistamos a praia e as ondas no canto direito.

Vista das direitas de Barra de La Cruz

Descemos, checamos o local, vimos um restaurante no canto esquerdo e uma área com uma estrutura bem bacana. Econtramos muitos surfistas deitados em redes e também me espantei com a quantidade de mulheres que tinha naquele local. Todas surfitas e algumas aprendiz de surfista. Avistei um banheiro feminino e masculino separados. E duas duchas. O Ro checou as ondas e eu as condições que a praia oferecia , pois sabia que voltaríamos mais vezes para Barra. E foi exatamente isso que aconteceu! Nossa estadia em Huatulco durou 20 dias dos quais 17 foram aproveitados em Barra, outros dois em Huatulco e um para conhecer outras praias de onda.

Vista do canto esquerdo de Barra, com restaurante ao fundo.

Bom, depois do reconhecimento retornarmos para Huatulco, fizemos uma proposta para o taxista, que esqueci de mencionar seu nome, Atilano Gabriel. A proposta foi a seguinte, queríamos que ele nos levasse e nos buscasse da pousada para Barra todos os dias durante os 17 que ficaríamos por lá. Conversamos sobre valores e negócio fechado!

Pri e nosso taxista Atilano

Nossa rotina para os próximos dias foi a seguinte: acordávamos as 6h,  Atilano nos apanhava as 7h, embarcávamos no taxi e chegávamos na Barra por volta das 8h, dependendo da velocidade de Atilano. Chegando na praia, pagávamos a diária de 10 pesos por pessoa, percorríamos para o canto direito por uma grossa areia amarela, armávamos nossa barraquinha improvisada (um guada-chuva com o cabo quebrado, amarrado com um fio de nailon em um tronco de árvore seco, que parecia ter sido feito para nós) e passavamos o dia inteiro na praia. Para se proteger do sol amarrávamos uma canga na sombrinha e uma outra canga era esticada na areia para eu ficar torrando no sol escaldante enquanto o Ro passava horas e horas surfando as direitas tão sonhadas de Barra de la Cruz.

Direitas Perfeitas

Mais perfeita ainda

Os dias foram se passando e cada vez arrumavamos nossa cabana mais rápido e com muita prática. Organizava nossas comidinhas, saia para fotografar e fazer algumas filmagens da praia. Claro que o objetivo era filmar o Ro surfando e dando seus intermináveis cut back (manobra do surf).

Vista aérea de Barra

Barra de La Cruz

Ro Surfando em Barra de La Cruz (filme de surfe)

Esqueci de dizer que encontramos com Esky em nosso segundo dia, e pelos próximos 18 dias Esky foi nossa companhia e a primeira pessoa que comecei a soltar meu ingles. Como é difícil acostumar nosso ouvido a uma nova língua!

Não me recordo direito quando, porém estava um lindo dia de sol e com altas ondas quebrando em Barra. Nesse dia o Ro entrou no mar para surfar e eu aproveitei a manhã para tomar um pouquinho de sol. Estava lendo quando fui interrompida pelo Ro todo ofegante me dizendo que tinha visto dois tubarões na água, nadando bem próximo dele. Disse que um tinha a barbatana branca e o outro cinza escuro. Saiu correndo da água e disse que iria esperar um pouco para entrar novamente. Porém, observou que nenhum surfista saia da água. Ficou parado do lado de fora apenas observando e me disse que iria entrar novamente (as ondas estavam muito perfeitas para ficar do lado de fora). Apenas disse para tomar cuidado. Fiquei na areia atenta ao ve-lo entrar novamente.

Entrou, surfou e depois de quase 2 horas surfando saiu. Veio em minha direção com um sorriso e me contou o que eram as duas barbatanas. Disse que quando entrou avistou novamente as barbatanas e um outro surfista também. Porém, havia um surfista local na água e o Ro perguntou para ele se tinha visto os dois tubarões nadando por ali. Ele olhou para os dois desesperados e disse que ali na Barra nunca tinha visto tubarão. Perguntou: como era o bicho? O Ro disse que um tinha a barbatana cinza e o outro branca, e nadavam lado a lado. O local começou a rir e contou que não eram tubarões, e sim arraias que levantavam suas laterais para brincarem na água. As nadadeiras eram iguais as barbatanas de tubarão. Cada uma era de uma cor, porque ao levantar a parte de baixo a arraia é branca e a parte de cima cinza. Quando me contou não parei de rir, que arraias danadinhas!!!

Não só de arraias, ondas, surfistas e sol vive a Barra. Estava sentada próxima da vegetação fotografando, quando olho para o meu lado direito e vejo uma cobra passeando bem rente ao meu corpo. Me assustei e levantei num pulo, porém o susto passou rápido e até consegui fazer algumas fotinhos da cobra. Também encontrava todos os dias com iguanas, pássaros e siris.

Cobra

Conforme os dias foram passando nossa amizade com Atilano nosso taxista foi aumentando. Ficamos tão amigos que em uma das noites fomos convidados para jantar e conhecer sua família. Atilano é Mexicano e viveu nos EUA por 10 anos, falava um inglês fluente, era um admirador e apaixonado por flores e plantas. Na noite que fomos em sua casa, fomos apresentados a sua esposa e seus três filhos, Lupita a mais velha, Jani a do meio e o mais novo Brandon.

Pri e  família do Atilano

Atilano nos mostrou sua casa e como um apaixonado por plantas nos mostrou seu jardim, todo florido e verde. Sua casa fica a 40min da cidade de Huatulco, um local muito gostoso que parece cidade de interior, poucos habitantes e onde a maioria dos moradores se conhecem. Saímos com todos para passear pelas ruas e decidimos jantar em um restaurante que serve uma comida tradicional da região, a famosa Tlayuda. Essa comida é feita com tortilha de milho gigante (mais o menos do tamanho de uma pizza média de 6 pedacos no Brasil), queijo de Oaxaca (tipo de queijo que se desfia com as mãos e é extremamente saboroso), carne desfiada, alface, repolho, pasta de feijão, abacate e claro chili. Uma comida muito boa! Fica ai a dica para quem for conhecer o México.

No jantar conversamos com todos e o assunto principal foi sobre nossa viagem, e claro, perguntas sobre o Brasil. Todos querem saber como é, o que tem para fazer e visitar. Depois do jantar, nos despedimos da família de Atilano e ele nos levou de volta até Huatulco. Marcamos na manhã seguinte com ele de conhecermos as praias da região. Atilano nos apanhou no hotel e fomos conhecer as praias sem ondas, porém lindas, de Huatulco. Uma delas foi a “Playa La Entrega“, pequena e com muitos restaurantes na beira, turista por todos os lados e uma água verdinha. Outra que conhecemos foi “Playa Maguey“, essa bem reservada e com acesso um pouco mais restrito com águas claras e calmas, muito boa para mergulho.

Playa La Entrega

Playa Maguey

Fomos também ao farol para ver a vista que ele proporcionava. De lá era possível avistar várias praias e um belo paredão de pedras.

Farol

Vista do Farol

Passeamos pela cidade inteira com Atilano, que vez questão de mostrar os lugares mais bonitos da cidade. Vimos muitos resorts maravilhosos e muitas casas em estilo tipicamente mexicano. Em Huatulco existem resorts de alto luxo, pois esta cidade recebe turista do mundo todo, principalmente americanos e canadenses. É também parada obrigatória de vários cruzeiros marítimos. Um dos motivos é que o governo mexicano investiu muito dinheiro para que ela se tornasse a nova Cancun do Pacífico, copiando os acertos de Cancun no Caribe e aprendendo com os erros de Acapulco. Com tanto investimento, hoje Huatulco é uma cidade limpa, organizada, segura e com uma excelente infra-estrutura. Um dos principais destinos do México. Para se ter uma idéia, Huatulco existe a menos de 50 anos.

Um dos vários Resorts de Huatulco

Nosso ultimo passeio com Atilano foi para conhecer algumas praias mais afastadas e com ondas entre Huatulco e Salina Cruz. Saímos dessa vez as 6h da manha, tomamos o caminho da Barra, pegamos Esky e um novo integrante Jake, um Australiano gente boa que ficou nosso amigo em Barra. De la seguimos para Chapehua, Paraiso e alguns secrets. Uma praia mais linda e paradisíaca que a outra. Todas muito afastadas, e pasmem, sem nenhuma alma. Desertas! Checamos todos os picos possíveis de ondas, porém, o mar não estava para surfistas. Percorremos muitos quilómetros, muitas praias e nada de ondas. Tenho que explicar que não haviam mais ondas porque visitamos essa região no final da temporada de ondas.

Jake, Esky e Atilano

Chipehua

Chipehua

Chipehua

Paraíso

Paraíso

Terminamos nossa estadia em Huatulco em nossa “casa”, a Posada Michele, onde fizemos amizade com Anadilia, dona do restaurante ao lado da pousada, onde jantamos quase todos os dias. Obrigada pela comidinha caseira e deliciosa! Com certeza deixou saudade.

Adiliana e Pri

Nosso próximo blog: Puerto Escondido e Lagunas de Chacahua. Lá tivemos oportunidade de ver a famosa e mundialmente conhecida onda de Zicatela.

Beijos a todos e continuem nos acompanhando, temos muito mais fotos e histórias impressionantes para mostrar e contar!!!

Priscila e Rodrigo

O próximos blog já está pronto, postaremos nesse Domingo a noite.

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Uma resposta para “Bahías de Huatulco, México

  1. Que maravilha todo este sonho. Só mesmo fazendo como vocês, sentindo na pele, enchendo os olhos, lavando a alma… Muitas alegrias, Rodrigo e Priscila. ABRAÇOS – Cláudia. / Hoffmann 2011.

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